Como melhorar a sua fertilidade através da alimentação

Infertilidade ou subfertilidad

A infertilidade ou esterilidade é, segundo a definição do dicionário da real academia espanhola, a incapacidade de fecundar o homem e criou a mulher. Mas, embora esta definição é certa, em termos médicos se deve também incluir um fator essencial como o tempo, mas, dependendo da fonte , este tempo varia entre 1 e 2 anos , mantendo relações normais, sem o uso de métodos contraceptivos.

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É necessário incluir também o termo subfertilidad ou fertilidade reduzida, que é muito mais comum, e podem ter um ou ambos os membros do casal. Este problema pode ser de fácil solução, se o outro membro apresenta uma certa fertilidade.

Dados de infertilidade em Portugal

A prevalência de infertilidade ou esterilidade é muito difícil de estabelecer, uma vez que, por um lado, não existe um claro consenso em tempo necessários para definir quais são os casais que devem ser estéreis e, por outro lado, nem todas as pessoas com problemas de fertilidade consultam um médico.

Embora os dados de prevalência de infertilidade não são muito precisos, mas estima-se que existe um 15% de casais que sofrem com problemas de infertilidade. Dentro deste percentual, cerca de 40% dos casais inférteis, o são por causa feminina, outro 40% por causa masculina, 10% por causa mista e, mais 10% por causa desconhecida. Por isso, é importante que estes problemas sejam tratados em casal, já que, a causa pode vir a raiz de qualquer um dos dois membros e, sempre será necessária a ajuda e o apoio do outro para poder solucioná-los.
As causas

As causas da infertilidade podem ser múltiplas e devidas, como dissemos anteriormente, ao homem, à mulher ou a ambos. As causas podem resumir-se em:

Causa masculina

Pode-Se dar por problemas no sistema hormonal, por problemas em alguma das partes do sistema reprodutor masculino, ou, por problemas na qualidade do esperma.

Causa feminina

Pode-Se dar por problemas no sistema hormonal ou nos ovários que causará problemas na formação do óvulo ou, por problemas em alguns dos órgãos do sistema reprodutor feminino (trompas de falópio, cérvix ou útero)

Idade

A sociedade atual mudou muito em relação a alguns anos atrás e por diversos fatores se foi atrasando a idade de maternidade. De acordo com os dados do instituto nacional de estatística, a média de idade de gravidez situa-se aproximadamente os 31 anos, quando o pico de fertilidade das mulheres está em torno dos 20.

Deve-Se saber que, de acordo com estudos realizados em populações em que não se usam contraceptivos, a capacidade reprodutiva das mulheres diminui a partir dos 30, mas é significativo a partir dos 35 anos, sendo mais evidente ainda a partir dos 40. No caso dos homens, a idade não é tão notável ainda que se que têm uma redução significativa da capacidade de ter filhos a partir dos 40.

Portanto, é recomendável que tenha em conta que a idade pode afetar a sua capacidade reprodutiva. Se você já estiver nessa idade, e quiser ter um filho, deve favorecer ao máximo as suas possibilidades, tendo em conta esses fatores que você pode modificar e de que se falará mais adiante.

Factores psicológicos

Tem-Se a hipótese de que o estresse crônico por alteração dos níveis hormonais, que pode produzir, pode resultar em uma ovulação irregular ou em uma baixa qualidade espermática.

Embora a relação seja ainda motivo de discussão é importante, perante o desejo de engravidar e se tem de realizar algum tipo de tratamento, ter em conta o estado psicológico dos membros do casal, já que, também foi levantada a hipótese de que se obtêm melhores resultados nos tratamentos se existe um apoio psicológico durante o mesmo e, na maioria dos casos, os membros do casal são afetados psicologicamente pela angústia que lhes produz não poder alcançar o seu objetivo de ser pais.

Fatores ambientais

Os fatores de vida ambientais também afetam a possibilidade de poder ter filhos. Entre esses fatores, há que ter em conta:

  • O tabaco: tem um conhecido efeito prejudicial no nosso organismo em nível pulmonar, mas este efeito não fica aqui, se não que afeta outros sistemas, como o sistema reprodutor influenciando tanto na fertilidade masculina e feminina. Portanto, se você está pensando em ficar grávida, é melhor que deixe de fumar.
  • Álcool: o consumo excessivo de álcool pode dificultar a formação de óvulos e favorecer uma pior qualidade espermática em homem, com o que, ambos os membros do casal devem reduzir o seu consumo para favorecer a gravidez.
  • O peso e a alimentação: o peso dos dois membros do casal, seja em excesso ou em falta, afeta de forma negativa a possibilidade de ter filhos. Por sua parte, deve-se levar a cabo uma alimentação correta para favorecer que todos os processos ocorram de maneira adequada em nosso organismo, mas, segundo alguns estudos, alguns nutrientes podem ajudar a promover a infertilidade, tanto masculina como feminina.

A fertilidade, uma questão de peso

O peso do homem e sua fertilidade

A relação existente entre o peso é explicado principalmente pela relação entre a gordura corporal e os hormônios encarregadas de fazer uma correta criação de esperma, mesmo que não é a única causa.

  • O baixo peso: embora a relação entre baixo peso e fertilidade masculina não é um dos temas mais estudados, deve-se ter em conta, pois alguns estudos mostram que, com um peso insuficiente, o homem pode provocar um declínio na contagem e atividade espermática.
  • O excesso de peso ou obesidade: estas duas situações são cada vez mais comuns em nossa sociedade, por isso, devem ser levados em conta na hora de conceber. A relação entre excesso de peso, ou, sobretudo, da obesidade, e da fertilidade, que se baseia principalmente em uma alteração hormonal que pode criar um atraso da maturação sexual na puberdade, problemas na geração de espermatozóides e, portanto, na qualidade do sêmen e, um aumento da possibilidade de sofrer de disfunção erétil.

O peso da mulher e sua fertilidade

Igual que no caso anterior, a relação entre o peso e a fertilidade feminina é explicado principalmente pela relação entre o percentual de gordura e a produção de certas hormonas essenciais para uma correcta ovulação.

  • O baixo peso: a relação entre baixo peso e fertilidade tem sido mais estudados em mulheres que em homens, provavelmente porque há algumas conseqüências visíveis como a perda da regra, que já podem fazer-nos ver que a influência que exerce um baixo peso no sistema reprodutor. De acordo com os estudos, com um défice de peso pode atrasar a maturação sexual na puberdade e quando a menstruação já está instaurada pode produzir uma ovulação irregular ou mesmo interrumpirla. Também pode afetar manter um certo revestimento do útero (lugar onde se aninha e se desenvolve o óvulo fertilizado), o que gera uma diminuição nas chances de engravidar.
  • O excesso de peso ou obesidade: a obesidade ou o excesso de peso podem criar problemas durante a gravidez (preeclamsia, diabetes gestacional, parto por cesariana, etc.), mas, além disso, também podem influenciar a fertilidade de uma mulher.

Acredita-Se que o excesso de peso gera um ciclo hormonal anormal que provoca uma alteração da ovulação. De acordo com alguns estudos realizados em mulheres durante um tratamento de fertilidade, as mulheres dentro de um peso moderado tinham uma taxa de fecundidade de 60% maior do que as que apresentaram obesidade.

A alimentação para a fertilidade

Uma dieta equilibrada é essencial para o correcto funcionamento de todo o sistema do nosso organismo, o sistema reprodutor não é uma exceção. Embora não existam importantes estudos que reforce esta afirmação, é conhecido pela comunidade de saúde que as carências ou excessos de energia ou de determinados nutrientes tem um impacto negativo sobre o nosso organismo. Por este motivo, além da recomendação de atingir um peso adequado para evitar os problemas acima, será impedido de levar a cabo uma dieta equilibrada por ambos os membros do casal. Além disso, não há estudos que apontam a importância de determinados nutrientes que influenciam a fertilidade masculina e feminina.

A alimentação no homem

Os nutrientes que podem ajudar na melhora da fertilidade masculina são:

  • Os ácidos graxos posiinsaturados (AGPI) e o DHA: os AGPI, se são fornecidos em um certo equilíbrio, tem importantes efeitos benéficos a nível cardiovascular e são imprescindíveis para o bom funcionamento do nosso organismo. O ácido omega-3, em especial, o docosahexaenoico (dha), foi encontrado também em grandes quantidades dentro das células de sertoli, encarregadas da espermatogênese. Os especialistas acreditam que esse componente, localizado na cauda do esperma, pode fornecer a elasticidade necessária para o seu movimento normal. As fontes dietéticas de ácidos ômega-3 são o óleo de peixe (contém dha como epa, outro derivado da família omega-3), alguns óleos vegetais (óleo de soja, óleo de linho, etc.) ou frutos secos como as nozes. Se queremos dar através de suplementação, o dha costuma vir de óleo de peixe ou de algas, e não é recomendado exceder a dose de 3g diários já que pode resultar em hemorragia.
  • O ácido fólico: de acordo com os estudos realizados neste nutriente influencia, no caso do homem, sobre o número e a mobilidade espermática. Também sugere-se que, como o ácido fólico é indispensável para uma correta divisão celular, o seu défice relacionado com alterações no dna do espermatozóide, que podem ser causa de defeitos congênitos no futuro bebê. Por tudo isso, seria aconselhável manter a dose necessária de ácido fólico para evitar carências (200 µg./dia). Se você quer contribuir, através da alimentação, sua principal fonte entre os alimentos que são as verduras de folha verde, os legumes e os frutos secos.
  • Os antioxidantes: a oxidação do nosso organismo ocorre de maneira fisiológica em todos nós, e afeta, entre outros, ao sistema reprodutor masculino, mas pode se ver acelerada em determinados ambientes em que o homem se vê exposto a agrotóxicos, inseticidas e metais pesados (chumbo, mercúrio, etc.) ou, pelo hábito de cigarros fumados ou exercício excessivo. Este efeito, e suas conseqüências, podem ser equilibrados, em parte, através de uma alimentação equilibrada, com um alto teor de nutrientes antioxidantes.Vitamina C: é um nutriente com um alto poder antioxidante. Suas recomendações podem aumentar em caso de fumantes ou desportistas. A maior fonte de alimentos são as frutas e legumes, principalmente cruas, já que é destruída com o calor.Vitamina E: a vitamina a com efeito antioxidante esta amplamente distribuída dêem a natureza, as suas principais fontes são os óleos vegetais (em especial o óleo de oliva) ou os frutos secos oleaginosos.Vitamina A e beta-caroteno: à parte de sua função protetora das células do aparelho reprodutor masculino, contra o processo de envelhecimento, favorece a produção de progesterona, hormônio que interfere nas funções do sistema reprodutor masculino. A contribuição através da alimentação pode ser feita através da vitamina a pré-formada (retinol) ou de β-caroteno. A vitamina A encontra-se principalmente na gordura de origem animal, como as que contêm as carnes, gorduras e laticínios integrais são, por isso, sua contribuição é mais recomendável através de β-caroteno, que são frequentemente encontrados em vegetais e frutas com uma cor alaranjada ou avermelhada (cenoura, tomate, abóbora, damasco, melão, etc.).Selênio: também este antioxidante é fundamental para a fertilidade do homem, já que se pensa que influencia a qualidade e motilidade dos espermatozóides. Sua principal fonte são os cereais integrais, os peixes e os frutos do mar e, em menor grau, frutas e vegetais, nas quais, o seu conteúdo varia de acordo com a concentração dos solos em que se cultivam.Zinco: além de seu poder antioxidante, o zinco esta envolvido no desenvolvimento dos órgãos sexuais. Também está relacionada com a quantidade e mobilidade dos espermatozóides e com a quantidade de testosterona (hormônio masculino) no organismo.
  • A possível falta de zinco, portanto, deve ser controlada, tendo em conta que as fontes através das quais se pode obter são os frutos do mar, carne magra, peixes, ovos e leguminosas.

A alimentação da mulher

Nesta seção serão abordados tanto os nutrientes que podem ajudar na melhoria da fertilidade feminina como aqueles essenciais para a preparação da gravidez. Estes são:

  • O ácido fólico é uma vitamina do grupo B é recomendada em mulheres grávidas para evitar problemas neuronais no futuro bebe. Mas, além disso, se fizermos referência à fertilidade, se relaciona com o risco de aborto espontâneo, em alguns estudos. Portanto, por estes dois motivos, recomendando uma dieta que cubra as necessidades deste nutriente a todas as mulheres que querem engravidar. A ingestão recomendada deste nutriente para mulheres adultas de cerca de 200 µg/dia que, desde o primeiro dia de gravidez devem ser levantadas a cerca de 400 µg/dia, uma dose muito difícil de alcançar somente através da alimentação. Como não é impossível determinar o dia exato em que vai começar a gravidez e, devido a essa impossibilidade de se chegar à dose requerida apenas por meio de alimentação, este nutriente costuma ser suplementado pelo ginecologista, se a mulher está tentando engravidar. Apesar disso, através da alimentação também pode ajudar levedura de cerveja, legumes de folha verde (acelga, espinafre…), leguminosas, frutos secos, cereais de pequeno-almoço enriquecidos, etc.
  • Vitamina A e beta-caroteno: esta vitamina, e seus precursores, os β-caroteno; são imprescindível para o correto manutenção das diversas mucosas do organismo, entre elas, a mucosa uterina, onde deve ser implantado o óvulo fecundado. Por outro lado, também interfere sobre o ciclo menstrual, o desenvolvimento da placenta e em outros aspectos da reprodução feminina. Temos, portanto, de assegurar a cobertura das necessidades desta vitamina que, como foi comentado antes pode ser feito através de uma alimentação rica em frutas e legumes de cor avermelhada ou alaranjada.
  • Vitamina E: também chamada em alguns casos vitamina da fertilidade, foi relacionado o seu déficit com a incapacidade para a reprodução de diversas espécies animais. Embora em humanos, não existem estudos suficientes a respeito, acredita-se que a relação entre a vitamina E e o sistema reprodutor deve-se a que a vitamina E tem um alto poder antioxidante, que protege os tecidos dos radicais livres e toxinas ambientais. Portanto, para que não existam carências desta vitamina teremos que garantir umas doses adequadas através de suas principais fontes que, como já disse anteriormente, são os óleos vegetais (em especial o óleo de oliva) ou os frutos secos oleaginosos
  • Ferro: é muito importante começar uma gravidez com concentrações séricas de ferro ótimas já que, durante a gravidez as demandas do mesmo vão ser aumentadas. Existe uma tendência natural para a anemia na gravidez que pode compensar em maior medida se começamos com um bom aporte do mesmo. Por outro lado, um estudo relacionado a ingestão de suplementos de ferro com um menor risco de infertilidade ovulatória, mas são necessários mais estudos para confirmar ou descartar esta associação. Seja por uma ou por outra causa, em que a dieta da mulher que deseja engravidar, vamos controlar o que seus aportes de ferro sejam os necessários para que não haja problemas no momento da concepção ou durante a gravidez. Os alimentos que podem contribuir são as carnes, peixes, legumes, frutos secos, ovos ou legumes como espinafre, aspargos ou feijão.
  • Zinco: o zinco influencia a ovulação e fertilização e, durante a gravidez, uma deficiência de zinco pode causar diversas anomalias, como o aborto espontâneo, malformações, retardo no crescimento ou prematuridade. Por outro lado, como antioxidante, pode ajudar o retardo do envelhecimento celular e folicular, que irá aumentar as chances de gravidez.

Portanto, temos de ter em conta que se podem fazer carências de zinco com dietas monótonas baseadas em alimentos refinados, mas, se você pode contribuir com a dose necessária através de fontes citadas anteriormente.

A infertilidade, coisa de dois.

Deve-Se ter em conta que os problemas na hora de ter um filho, já venham por parte do homem, da mulher ou de ambos; devem ser tratadas em casal. Ambos os membros do casal têm um papel fundamental e podem ajudar a melhorar suas chances de conceber indo ao médico mas também a mudar alguns aspectos da sua vida diária.
Um nutricionista-nutricionista pode ajudá-lo a melhorar a sua alimentação e a manter um peso correto, um fator chave para melhorar a fertilidade e suas chances de conceber.