Alimentação na fase escolar

Em função da idade da criança, suas características de crescimento e desenvolvimento serão diferentes por isso que este período de tempo pode ser dividido em dois:

  • A fase pré-escolar: abrange as crianças de 3 a 6 anos.
  • A fase escolar: crianças de 7 a 12 anos.

Portanto, na hora de planejar a alimentação da criança, deve-se ter em conta as suas exigências e necessidades, assim como a sua atitude diante dos alimentos.

Também é importante ter em conta que o estilo de alimentação de crianças varia do padrão de alimentação dos adultos. Enquanto que os adultos seguimos uns horários estabelecidos para as refeições e, sabemos, ou deveríamos ter, o que devemos comer em cada momento, as crianças têm a capacidade de responder a sinais internos de apetite e saciedade, aqui, que a cada refeição que realiza a criança tenha características distintas. Ou seja, dependendo da densidade energética dos alimentos que lhes ofereçamos e de suas necessidades para aquele momento, realiza um tipo de comida ou outro. Por exemplo, não é de admirar que os bebês que necessitam de um elevado aporte de energia, preferem dentro do grupo das frutas, bananas ou maçãs já que contêm maior valor energético.

Os hábitos saudáveis na família

A alimentação do escolar baseia-se em hábitos saudáveis da família, não deve variar o que a criança come o que comem os seus pais, mas sim, devemos ter em conta e respeitar os sinais de fome e de saciedade. Ninguém melhor do que a criança sabe quanta quantidade de alimento necessário. Neste caso, recomenda-se servir pequenas porções de alimentos e se a criança quiser, permitir que se repita (falamos de crianças saudáveis, a obesidade infantil deve focar de maneira diferente).

Portanto, os objetivos principais desta fase são:

  • Assegurar o crescimento e desenvolvimento da criança.
  • Prevenir doenças de apresentação na idade adulta, mas com base nutricional desde a infância.
  • Promover hábitos alimentares saudáveis.

Características gerais

No quadro abaixo são descritas as características próprias para cada fase da idade infantil e deverão ser levados em conta na hora de planejar uma alimentação destinada a cada uma delas.

ETAPA PRÉ-ESCOLARETAPA ESCOLAR

Crescimento lento e mantido

CRESCIMENTO

O crescimento é linear e vai aumentando ao se aproximar da puberdade

Maturidade da maioria dos órgãos e sistemas. Conclusão da erupção dentária temporária

FISIOLÓGICAS

Maturidade da maioria dos órgãos e sistemas

As necessidades de nutrientes e energia são elevadas, apesar da desaceleração do crescimento. As necessidades protéicas estão aumentadas

NECESSIDADES ENERGÉTICAS

Maior gasto calórico por prática de exercício físico

Mudança negativo sobre o apetite e o interesse por alimentos (condicionado pela diminuição do crescimento)

INGESTÃO DE ALIMENTOS

Aumento da ingestão de alimentos

De educadores e de outras crianças na alimentação. Sabe usar os talheres e os copos.

INFLUÊNCIAS

Muito influenciados por seus companheiros e imitam os hábitos dos adultos.

Rápido aprendizado da linguagem, da marcha e da socialização

PERÍODO MATURACIONAL

Aumento progressivo da atividade intelectual

Nos últimos anos, os hábitos alimentares das crianças têm variado em relação aos costumes tradicionais. Os pequenos-almoços, no caso de que o realizem, costumam ser monótonas e deficientes nutricionalmente. A comida é efetuada na escola onde os menus não estão sempre elaborados por uma nutricionista-nutricionista e, por isso, muitas vezes, são desequilibrados. A pastelaria industrial faz parte de sua meia da manhã e do lanche, juntamente com bebidas açucaradas ou sumos comerciais. À hora do jantar tentam evitar os alimentos caseiros que se lhes oferecem.

Como consequência da alimentação dos escolares caracteriza-se por um aporte energético alto, uma elevada ingestão de proteínas provenientes quase exclusivamente de origem animal, excesso de gorduras, por um elevado consumo de enchidos, carnes vermelhas e preparações comerciais, um maior consumo de bolos e doces, contribuindo açúcares simples e gorduras, em detrimento de féculas de absorção lenta como legumes, macarrão e arroz integral, pão integral, etc., e um baixo consumo de legumes, saladas e frutas.

Dicas para melhorar a alimentação das crianças

Para melhorar esta situação e fazer com que as crianças adquiram hábitos alimentares saudáveis é recomendável, junto ao envolvimento da família, seguir alguns conselhos práticos:

  • Fazer 5 refeições por dia, a fim de que não deixe passar muito tempo entre refeições, dando uma grande importância ao pequeno-almoço, posto que saltárselo pressupõe não cobrir as necessidades de nutrientes do dia. Este pode ser variado e deverá incluir alimentos farináceos, alimentos do grupo do leite e das frutas.
  • Levá-lo a fazer caso a sua sensação de saciedade. Não deve ficar com fome, mas também não muito cheios.
  • Vamos planejar uma dieta variada, onde se priorize mais a qualidade dos alimentos e não a quantidade. Para nos ajudar, podemos usar a pirâmide de alimentos que nos apresentam na estratégia NAOS que divide e classifica os alimentos em função de seu consumo recomendado é diária, semanal ou ocasional.
  • Assegurar uma ingestão adequada de leite suficiente para cobrir as necessidades de cálcio. Recomendam-Se entre dois e quatro porções de leite e derivados.
  • Diminuir o consumo de alimentos refinados e escolher cereais integrais por seus múltiplos benefícios para a saúde. São mais ricos em nutrientes, previnem a prisão de ventre, diminui o risco de contrair alguns tipos de câncer, melhoram a circulação sanguínea, entre outros benefícios. Em crianças com pouco apetite pode ser que lhes sacie antes e pode ser alterada por cereais refinados.
  • Diminuir o consumo de sal, evitando ter o saleiro na mesa e evitando alimentos processados e refeições ligeiras, já que contêm grandes quantidades.
  • Evitar alimentos processados, como pães, industrial, doces, guloseimas e promover o consumo de frutas, frutos secos e lanches preparados em casa. Tomar doces (doces, guloseimas, etc.) entre as refeições deve ser algo excepcional, e é importante conversar com a criança como dosificarlos. Outra opção é remover as tentações em casa e deixar a seu alcance outros alimentos mais saudáveis, como frutas, frutos secos ou alguns legumes como cenouras.
  • A água deve ser a bebida de costume e o consumo de refrigerantes açucarados e de sumos deixá-los para ocasiões especiais. Como acontece com os alimentos, eliminar as tentações e apenas comprá-los em ocasiões especiais, é uma boa opção para evitar seu consumo excessivo.
  • Aconselha-Se a levar o menino para a compra e convidá-lo a participar das preparações dos alimentos. Implicarlos nestas tarefas, além disso, reforça vínculos afetivos positivos para o núcleo familiar.
  • O ambiente na hora da refeição deve ser relaxado, sem distrações e devemos acostumbrarles a realizar as refeições em família, evitando a televisão e os jogos.
  • Se a criança apresenta alguma dificuldade para mastigar algum alimento, sobretudo em idades mais precoces, nós podemos oferecer-lhe alternativas que possam ser bem tolerada. E sempre respeitaremos os seus gostos e preferências alimentares.

No caso de crianças que realizam a refeição na escola, é importante vigiar os menus escolares que terão de fornecer alimentos de qualidade a partir de um ponto de vista nutricional, higiênico e sensorial e certificar-se que são supervisionados por uma nutricionista-nutricionista.

A partir do menu que fornecem no colégio, deve-se planejar o menu para o jantar. A comida que se realiza em casa deve complementar-lhes que façam na escola, com base em uma alimentação variada e saudável. Deve-Se cuidar que o fornecimento de legumes diariamente seja o correto. Que haja uma boa distribuição de alimentos proteicos durante a semana. Por exemplo, se o cole comem carne oferecer peixe ou ovo por noite. Que em todas as refeições estão presentes os farináceos, como massas, arroz, batata, pão… Garantir que durante a semana ingerem, no mínimo, dois dias de legumes e que o fornecimento de frutas também seja o adequado.

O esporte nos mais pequenos

Por último, não podemos esquecer que são crianças e que a atividade física também deve fazer parte dos seus hábitos saudáveis. Promover momentos em que se realizem atividades físicas será tão importante como cuidar da sua alimentação. Por exemplo, atividades cotidianas como subir escadas ou ir a pé para a escola, atividades extra-classe, onde realizem um esporte ou fazer atividades ao ar livre em família, no campo ou na montanha.